Alimentos que devem ser evitados em restaurantes por quilo ou self-service

Por em 15/09/2015

Segundo um estudo da Faculdade de Saúde Pública da Universidade de São Paulo (USP), quem tem o hábito de comer fora de casa corre o risco de estar acima do peso. O estudo também mostrou que a variedade de alimentos consumidos em restaurantes e lanchonetes, mais ricos em gordura, está associada a um maior índice de hipertensão.

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Embora a praticidade seja um forte argumento para comer fora, seguida da variedade de pratos, sabores e aromas presentes nos restaurantes self-service, alimentos manipulados em grandes quantidades e, muitas vezes, mal higienizados e mal conservados, podem impor riscos à saúde, como intoxicações alimentares, devido à presença de microrganismos (bactérias ou vírus), substâncias químicas ou tóxicas na comida.

Entre as principais causas de transmissão dessas substâncias para os alimentos estão a falta de higiene dos alimentos e do manipulador (quem prepara o alimento), o manuseio e armazenamento incorreto dos alimentos, além do controle de tempo e temperatura dos alimentos prontos para consumo.

Os sintomas mais comuns da intoxicação alimentar são vômito, diarreia, náuseas, febre, alergia, mal-estar, dor abdominal e cólica. Eles podem aparecer de uma até 48 horas após a refeição, podendo durar até quatro dias dependendo do tipo de contaminação.

Para evitar esses riscos, confira as dicas da nutricionista e diretora da APAN (Associação Paulista de Nutrição), Denise Cussioli Gonçalves:

  • Se possível, visite a cozinha do restaurante para verificar como a comida é preparada e conservada. Observe as instalações do estabelecimento e, principalmente, se os banheiros são abastecidos com pia, sabão bactericida e papel toalha para higienização das mãos
  • Verifique se todos os alimentos estão protegidos e mantidos de forma que permitam a manutenção das temperaturas indicadas para cada uma das categorias dos produtos. Se as temperaturas não estiverem de acordo, esses alimentos oferecem maior risco de contaminação
  • Observe se os alimentos são trocados com frequência, o que garante maior controle do tempo de exposição dos produtos e a manutenção da temperatura
  • Evite alimentos crus, como peixes e carnes mal passadas, fator primordial para risco de contaminação e intoxicação alimentar
  • Evite frutas amassadas, rachadas ou batidas. Alimentos danificados servem de porta de entrada para os microrganismos
  • Evite o consumo de ovos com a gema mole, ovos mexidos, gemadas, mousses, maioneses caseiras, ou qualquer outro tipo de alimento que seja produzido com ovos e que não vá para o fogo – ovos com gemas moles são potenciais portadores da bactéria Salmonela, a principal causadora da infecção alimentar
  • Evite também alimentos em conserva, como o palmito, pois a procedência do produto, o modo de preparo e conservação podem elevar o risco de intoxicação alimentar
  • Evite porções feitas com excessiva antecipação. Observe sempre a conduta dos funcionários durante o preparo

Os donos deste tipo de estabelecimento devem seguir os procedimentos e as obrigatoriedades da legislação sanitária vigente, garantindo e assegurando uma alimentação equilibrada na qualidade e higiene dos alimentos. Dentre as sugestões de alimentação fora de casa, desde que você escolha alimentos variados e frescos, o restaurante por quilo é uma opção que ajuda a suprir as necessidades diárias de nutrientes.

De acordo com a nutricionista, outra dica importante é comer com moderação. “Comer de maneira mais consciente e atenta às suas sensações de fome também ajuda a comer menos. O excesso de comida pode causar a evolução de doenças crônicas como diabetes, hipertensão e colesterol elevado. Em suma, a alimentação saudável pode ser adotada tanto em casa como em restaurantes, tudo depende das escolhas que se faz”, ressalta.