Acha o seu escritório muito frio ou quente? Saiba como os cientistas estão tentando solucionar o problema

Por Pedro Katchborian em 17/12/2015

Um tema costuma ser motivo de discussão em quase todos os escritórios do mundo. Não é o balanço financeiro, o lucro ou o pagamento dos benefícios: o problema que aflige do estagiário ao presidente se chama ar-condicionado. Cada empresa costuma ter a sua política para ligar o equipamento e o resultado é muita reclamação dos profissionais. “Muito frio”, “fico resfriado…” ou “Não aguento mais esse calor”, são frases que rolam em vários ambientes de trabalho.

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De acordo com um estudo conduzido por pesquisadores da Universidade de Cornell, nos Estados Unidos, profissionais colocados em um ambiente frio cometem 44% a mais de erros do que quem está em um local com temperatura agradável. Como essa definição do que é agradável pode variar de pessoa para pessoa, os cientistas estão tentando criar métodos para que todos os funcionários fiquem confortáveis.

Os pesquisadores criaram uma sala de 250m² em que engenheiros testam e simulam maneiras de deixar um escritório mais confortável. Alguns exemplos das tecnologias testadas são cadeiras térmicas que podem ter suas temperaturas controladas por um aplicativo no smartphone, câmeras infravermelho que captam quando os dedos estão frios e sensores que monitorem o nível de dióxido de carbono e ajustam a temperatura de acordo.

Já existem empresas que fabricam a tecnologia com capacidade de ajustar a temperatura. Uma delas é a Personal Comfort Systems, que produz cadeiras com controle de temperatura. Ela não gasta muita energia, mas custa caro: US$ 1900 cada cadeira.

Tendo esse tipo de preço em mente, ainda está longe de materiais do tipo se tornarem populares, mas só de saber que esse tipo de tecnologia está em teste já é um alívio. Segundo outro estudo, os escritórios estão cientificamente muito gelados — principalmente para as mulheres.

Via Mental Floss