5 desculpas que você dá para não trabalhar direito e como evitá-las

Por Pedro Katchborian em 13/01/2016

É improvável que você passe os 480 minutos de trabalho diários, de fato, trabalhando. Ninguém funciona com perfeição 100% do tempo e isso é comum — e até saudável, já que o corpo humano precisa de alguns descansos depois de algumas horas.

Mas não confunda esses pequenos breaks com procrastinação: aquele momento em que você abre o Facebook, clica em uma notícia e, quando menos percebe, está em uma lista de gifs de cachorro.

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O presidente da TalentSmart, empresa que faz treinamento e testes de inteligência para empresas, Travis Bradberry, fez um texto em que elenca algumas das desculpas que usamos para não trabalhar e como contorná-las e evitá-las. Eis um guia para trabalhar quando você não está no clima:

“Eu não sei por onde começar”

A aula de física te ensinou: é mais difícil mover um objeto que está parado. O mesmo funciona com os seus projetos: se ele está no estágio zero, se você ainda não começou, vem aquela dúvida: mas por onde eu começo? A dica de Travis é simples: mova-se em qualquer direção. Quando uma tarefa é difícil, você precisará de tempo para resolvê-la. Ou seja, não faz sentido contemplar as dificuldades de um trabalho.

A chave às vezes é dividir a tarefas em subtarefas: o que você consegue fazer em 60 minutos? E depois? O que você consegue fazer em mais 60? E assim por diante. Mão na massa!

“São muitas distrações”

Mensagens no WhatsApp, novas atualizações no Facebook e o seu horóscopo diário naquele site: a internet é um convite à distração. Mais do que isso: quando enfrentamos grandes tarefas, também temos a tendência de enrolar — seja procrastinando ou até trabalhando em tarefas menores, como responder emails, fazer ligações… Tudo para que você não comece aquela planilha chata.

Lembre-se que ficar ocupado não é a mesma coisa do que ser produtivo. Para evitar essas pequenas distrações, é válido lembrar constantemente do que vai acontecer se você adiar ou não fazer a tarefa… E nós adiantamos: coisa boa não é!

“É muito fácil”

Tarefas fáceis são perigosas. Quando uma atividade é relativamente fácil, temos a tendência de subestimar quanto tempo iremos demorar para terminá-la. Uma boa é entender o contexto da sua tarefa e a importância dela no todo da empresa.

“Eu não gosto”

Novidade: às vezes a gente não gosta muito das nossas tarefas. Acontece com todo mundo. Se você tem aquele projeto que é muito chato, uma opção é se policiar para que você não faça nada antes de terminá-lo. Um esquema do tipo: “não vai comer sobremesa antes de terminar o jantar”.

“Eu não acho que eu consigo”

Também é comum: depois de ralar, você recebe aquele projeto que sempre quis. Aquele que, caso você mande bem, suas chances de promoção aumentam. E os pensamentos são quase inevitáveis: “o que acontece se eu falhar?” “Imagina se eu ferro com tudo?” Então, antes de ficar procrastinando e evitando começar naquela tarefa dificílima, lembre-se que se preocupar que tudo vai dar errado é ir na direção do fracasso.