4 dicas para nunca mais se endividar

Por em 02/03/2016

Além da crise que nos circunda, a falta de educação financeira é um dos maiores problemas da população brasileira. Segundo a Pesquisa de Endividamento e Inadimplência do Consumidor (Peic), de 2015, apurada pela Confederação Nacional do Comércio (CNC), a quantidade de famílias brasileiras que não conseguem pagar suas contas atrasadas aumentou em 23,5%.

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Para encarar essa realidade da melhor forma, é preciso buscar consciência e sustentabilidade, afinal, o momento atual é de cautela. A boa notícia é que a crise também abre oportunidades para melhorias. O educador financeiro e presidente da Associação Brasileira de Educadores Financeiros, Reinaldo Domingos, desenvolveu 4 dicas para nunca mais se endividar que, com certeza, vão auxiliar em uma mudança de comportamento em relação ao uso do dinheiro. Confira:

Diagnostique

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Crédito: Pixabay

Tenha ciência total do orçamento e das dívidas. Só assim, você saberá quanto realmente deve e quais as possibilidades de quitar. A orientação é anotar, durante 30 dias, todas as despesas, separando-as em categorias, para saber o que poderá reduzir ou, de repente, até cortar.

Sonhe

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Crédito: Pixabay

São os sonhos que nos mantém otimistas e focados, para nos envolvermos cada vez menos em dívidas que não agregam nada em nossas vidas. Saiba exatamente quais são seus sonhos, quanto eles custam e quanto poderá poupar mensalmente para essa finalidade.

Calcule

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Em vez de fazer a equação: Ganhos (-) Gastos = Lucro/Prejuízo, tente fazer Ganhos (-) Sonhos (-) Gastos. Dessa maneira, os objetivos serão prioridade e o padrão de vida será restabelecido, evitando se endividar inconscientemente e se tornar inadimplente.

Poupe

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Quando aprendemos que “guardar antes e gastar depois” é o que realmente funciona para manter a saúde financeira, veremos que podemos chegar muito mais longe. Invista o dinheiro poupado em aplicações que vão de acordo com o prazo do seu sonho: curto (até um ano), médio (de um a dez anos) ou longo (acima de dez anos). Para isso, basta pesquisar e se informar!

Domingos ainda complementa, explicando que o consumo consciente é a chave para a diminuição do endividamento e, consequentemente, da inadimplência. “As pessoas precisam parar e se fazer algumas perguntas antes de sair abrindo a carteira. Isso faz parte de ser educado financeiramente”.

Perguntas que você deve se fazer antes de qualquer compra

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  • Eu realmente preciso desse produto?
  • O que ele vai trazer de benefício para a minha vida?
  • Se eu não comprar isso hoje, o que acontecerá?
  • Estou comprando por necessidade real, ou movido por outro sentimento, como carência ou baixa autoestima?
  • Estou comprando por mim ou influenciado por outra pessoa ou por propaganda sedutora?

Se, mesmo diante deste questionamento, a você concluir que realmente precisa comprar o produto, seria prudente fazer mais algumas perguntas, como:

  • De quanto eu disponho efetivamente para gastar?
  • Tenho o dinheiro para comprar à vista?
  • Precisarei comprar a prazo e pagar juros?
  • Tenho o valor referente a uma parcela, mas o terei daqui a três, seis ou doze meses?
  • Preciso do modelo mais sofisticado, ou um básico, mais em conta, atenderia perfeitamente à minha necessidade?

Para quem já está endividado, os seguintes passos são essenciais

  • Coloque na ponta do lápis todas as dívidas que possui
  • Faça um diagnóstico financeiro — ou seja, saiba exatamente quais são os ganhos e gastos mensais
  • Relacione, no mínimo, três sonhos: um de curto (até um ano), um de médio (de um a dez anos) e outro de longo prazo (acima de dez anos), sendo que um deles deve ser o de sair das dívidas
  • Com os números em mãos, saiba quanto poderá poupar por mês para realizar o sonho de sair das dívidas — sem que tenha que fazer outra dívida, claro
  • Aplique esse dinheiro em um investimento que seja coerente ao tipo de objetivo (prazo) e ao perfil do investidor. É importante consultar um especialista
  • Tenha em mente que só se deve pagar uma dívida quando se tem condições de fazer isso, ou seja, após se planejar. Um passo precipitado pode até piorar a situação. Portanto, só se deve procurar um credor, quando já souber quanto terá disponível mensalmente para pagar e, então, poder negociar.