As ações judiciais mais bizarras do mundo

Por Thomas Coelho em 08/05/2015

Nesta semana, o site americano NBC News divulgou um caso bem inusitado. Sylvia Ann Driskell, de 66 anos, entrou com uma ação judicial contra todos os homossexuais do mundo, alegando que o ato vai “contra os princípios divinos”. Ela exige que as autoridades do país proíbam por lei a homossexualidade.

Algo tão absurdo como esse é raro de acontecer, mas não é a única situação em que alguém utiliza meios legais para questões bizarras ou para tentar arrancar dinheiro alheio. Por incrível que pareça, alguns casos de ações judiciais bizarras surpreendem até mais do que o da senhora americana.

Ficou curioso? Veja alguns exemplos abaixo:

Roubou e processou a vítima

Começamos com um caso brasileiro. Em 2008, Wanderson Rodrigues de Freitas tentou assaltar uma padaria em Belo Horizonte (MG) e, enquanto saia do local com o dinheiro roubado, o dono do estabelecimento, que já havia sido assaltado diversas vezes, partiu para cima do ladrão, que acabou apanhando dele e de outras pessoas no local.

Depois de preso, Wanderson entrou com uma ação contra o empresário por “danos morais”. O argumento não foi aceito pelo juiz.

Deus é absolvido pela justiça

Esse aqui é interessante. O romeno Mircea Pavel foi condenado por assassinado e, revoltado, decidiu processar Deus. A sua justificativa foi que ele tinha um contrato de protegê-lo contra o Demônio e que este foi o verdadeiro autor do crime. Obviamente, o caso não colou com a corte romena.

Processo contra si mesmo

O americano Robert Brock processou a si mesmo depois de ser preso por dirigir alcoolizado e brigar em um bar, alegando que ele violou suas próprias crenças religiosas. Esperando uma indenização de U$5 milhões, a justiça dos Estados Unidos não aceitou o pedido.

Flatulência Exagerada

Deve ser muito constrangedor ser demitido por soltar muito “pum”, mas foi o que aconteceu com uma funcionária de uma fábrica em Cotia, na região metropolitana de São Paulo. Ela processou a empresa e teve ganho de causa após o juiz alegar que “a eliminação involuntária, conquanto possa gerar constrangimentos e até mesmo piadas e brincadeiras, não há de ter reflexo para a vida contratual”. Ela foi indenizada em R$10 mil.

Ficou bêbada e a culpa é do chefe

Esse caso vai te surpreender muito pelo resultado. A canadense Linda Hunt foi à uma festa da sua empresa, exagerou na bebida e acabou sofrendo uma acidente de carro na volta para sua casa. Ela processou seu chefe, alegando que ele jamais poderia deixar que ela dirigisse naquele estado. Ela foi indenizada em U$300 mil.

O recordista

Jonathan Lee Riches é um presidiário americano que já moveu mais de mil ações na vida, sem ganhar sequer uma. Entre as mais interessantes, estão:

– Elvis Presley, por ter tirado as próprias costeletas e ter um acordo secreto com Osama Bin Laden.

– Michael Jackson, por abrigar um exército secreto de Hitler em Neverland.

– George W. Bush, Papa Bento 16, Bill Gates, Rainha Elizabeth, Burt Reynolds, Nostradamus, União Europeia e Plutão (sim, o planeta), por ofensas aos direitos civis.

A TV que destrói famílias

Em 2004, foi arquivado o processo de Timothy Dumouchel contra uma empresa de TV a cabo. O motivo do processo foi que ele se deu conta de que havia fumado demais e que sua esposa havia engordado, tudo isso por ter assistido muita televisão.

O mendigo que tinha U$1 milhão

Karl Kemp é um empresário de Nova York que estava muito incomodado pela presença de moradores de rua em frente a sua loja, então decidiu processá-los e pedir uma indenização de U$1 milhão, além de uma ordem judicial para mantê-los longe de sua empresa. Os moradores de rua, é claro, não teriam como pagar a quantia, mas nem precisaram, já que o caso não foi para frente.