O que avaliar na hora de contratar um seguro de carro?

Por Patricia Machado em 22/06/2016

Para ter maior conforto, segurança e mobilidade, muitos brasileiros preferem utilizar o carro ao invés de usar o transporte público. Por esse motivo, a frota automotiva cresce a cada dia no Brasil. Entre 2001 e 2012, o número de veículos passou de 24 milhões para 50 milhões.

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No entanto, a maioria das pessoas peca na hora de contratar um serviço de seguro para o automóvel. Dados da Susep (Superintendência de Seguros Privados) e da Anfavea (Associação Nacional dos Fabricantes de Veículos Automotores) revelam que mais de 60% da frota brasileira de automóveis não está segurada.

“É muito comum que as pessoas não contratem um seguro para o veículo. O problema disso é que o dono do carro terá que arcar com gastos inesperados caso um acidente aconteça ou terá a perda do patrimônio em caso de roubo”, explica Luíz Fernando Santana, especialista em seguros e fundador da corretora de seguros Inbras.

As empresas de seguro que existem no Brasil podem oferecer três tipos de planos para os motoristas:

  • Plano completo: prevê a cobertura em casa do colisão, roubos e furtos e danos a terceiros
  • Plano intermediário: cobre furtos e roubos e danos a terceiros
  • Plano básico: oferece cobertura apenas para danos a terceiros

“O condutor que quer contratar um seguro deve procurar um corretor de seguros que tenha habilitação para trabalhar da Susep. O corretor tem a função de ser um consultor, mas é o cliente que deve tomar a decisão final sobre qual tipo de plano escolher e qual será a seguradora”, diz Luíz Fernando.

O que deve ser avaliado na hora de contratar um seguro de carro?

O cálculo para determinar o preço de um seguro é baseado em dados estatísticos. Além das informações como modelo e ano do veículo, a seguradora irá analisar o sexo, idade e endereço do condutor, se o motorista tem ou não garagem para estacionar o carro e o tipo de franquia. Por isso, quanto maior o risco que o veículo ou o motorista representam, mais caro será o valor da apólice de seguro.

“É fundamental que o segurado passe para a seguradora as verdadeiras informações sobre o perfil de quem vai conduzir o veículo. Se ele omitir algo, a empresa não será obrigada a cobrir o sinistro do veículo”, alertou o especialista em seguros.

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Também é importante ficar atento ao tipo de franquia contratada, uma vez que a franquia é o dinheiro que o dono do veículo terá que pagar para a seguradora se precisar acionar o seguro para reparar o veículo.

Existem duas opções de franquia: normal e reduzida. A franquia normal é mais cara, mas, ao escolhê-la, o valor do seguro ganha um desconto. Já a franquia reduzida equivale a 50% da franquia normal e o valor do seguro é um pouco mais caro.

“O condutor deve analisar os seus hábitos no trânsito para escolher o tipo de franquia. De certa forma, é um jogo de probabilidade. Por causa disso, ele deve avaliar qual tipo é melhor para ele”, afirmou Luíz Fernando.

Muitas pessoas acreditam que o preço do seguro é alterado quando o carro já está quitado ou quando foi financiado em inúmeras prestações. Isso nada mais é do que um mito.

“O condutor só precisa saber que, caso a seguradora tenha que indenizar o valor do veículo, por lei ela é obrigada a pagar primeiro a dívida do carro com a financiadora e, depois, poderá pagar o dono do veículo”, esclarece o especialista em seguros.

Além disso, mudar de seguradora não significa que o motorista perderá qualquer tipo de bônus adquirido. Os bônus funcionam como uma espécie de prêmios em desconto na apólice e ganha quem não precisar utilizar os serviços da seguradora durante o contrato.

“A bonificação premia a pessoa que não abriu nenhum sinistro durante o contrato. Caso ela queria trocar de seguradora, o bônus irá acompanhá-la porque isso faz parte do seu histórico como condutor”, conta Luíz Fernando.

Foto: Thinkstock