O que avaliar na hora de comprar uma moto?

Por Mariana Castro em 07/08/2017

No ano passado, as vendas de veículos tiveram os piores números em mais de dez anos. Ainda que moderadamente, os emplacamentos voltaram a crescer em 2017, como foi divulgado pela Fenabrave (Federação Nacional da Distribuição de Veículos Automotores). No caso das motocicletas, o aumento foi de 4,04% nas vendas.

Segundo a entidade, isso aconteceu por causa da situação econômica do país e da dificuldade em conseguir a aprovação de crédito para consumidores de baixa renda, que são grandes consumidores do setor. “Em geral, as motos são mais baratas. Elas equivalem, tecnologicamente, a um carro mais caro”, explica Matteo Villano, gerente sênior de vendas da BMW Motorrad. “Por isso, elas são indicadas para quem gosta de praticidade e quer usufruir do prazer que ela proporciona por um custo mais baixo”, completa.

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Além da vantagem financeira, comprar uma moto é um bom negócio para aqueles que gostam de mobilidade. Pessoas que dependem do deslocamento dentro da cidade, seja para lazer ou trabalho, podem se dar bem com esse tipo de automóvel. “A motos combinam com o perfil de pessoas ativas, que gostam de dirigir e se deslocar. Elas também são recomendadas para quem quer ou precisa pegar a estrada”, explica o especialista.

Como escolher uma moto?

Em primeiro lugar, é preciso levar em consideração o objetivo da motocicleta. Ela pode ser utilizada em um ambiente mais urbano, o que sugere o uso de uma moto menor pois os benefícios de fugir do trânsito e se deslocar com mais eficácia são maiores. “Em contrapartida, para distâncias maiores e se for utilizada frequentemente para o lazer, uma moto grande é fundamental”, sugere Matteo. Em rodovias, por exemplo, isso é importante porque motos maiores têm mais flexibilidade, potência e poder de frenagem. “É válido considerar esse tipo de motocicleta, com cilindrada acima de 500, pois elas também podem ser usadas na cidade”, explica o especialista. Desta forma, a locomoção do motorista não fica limitada.

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Quanto a decisão de comprar uma moto nova ou usada, o profissional acredita que a escolha é muito pessoal. “No entanto, se eu tivesse que escolher entre uma moto nova e mais simples ou uma moto usada, mas com uma potência superior, eu optaria pela moto que fosse mais moderna e segura, independente do fato dela ser usada”, conta Matteo.

Ao optar por uma motocicleta usada, é importante verificar a situação do veículo antes da compra para garantir que ela está regularizada e sem nenhuma pendência. Existem alguns aplicativos que disponibilizam esse serviço, além dos sites do Denatran e do Detran do estado onde o veículo está registrado e licenciado. “É recomendável comprar motos usadas apenas se vierem com o certificado de revisão feita pela concessionária”, aconselha o especialista.

Em rodovias, é aconselhável optar por uma moto grande pois ela tem maior potência, flexibilidade e poder de frenagem

É preciso ainda ficar atento ao aspecto geral do veículo, que diz muito sobre como ele foi cuidado pelo antigo proprietário e se ainda é fiel às características iniciais. Lembre-se de conferir a quilometragem e as condições dos pneus e do freio, além de eventuais danos à lataria, pintura, vazamento de óleo e marcas de escorrimento, principalmente perto da suspensão e no motor.

Para garantir uma compra segura, os motoristas devem verificar todos os itens de segurança. “É preciso observar se a moto tem freios ABS, controle de tração, módulos de pilotagem que incluem, por exemplo, pilotagem em dias de chuva, e suspensão eficiente”, revela Matteo. Mas, caso você não conheça muito sobre o sistema mecânico das motos, não se preocupe. A dica é levar o veículo a um profissional de confiança. Ele poderá analisar ainda a condição de pontos importantes como motor, embreagem, câmbio e a parte elétrica da motocicleta.

Fotos: Getty Images